Arquivos da categoria: academia

Sistema de brainstorming para o jornalismo digital

Recentemente, adaptei para uso nas aulas da especialização em Jornalismo Digital da PUCRS o sistema de brainstorming proposto no artigo Cultivating the Landscape of Innovation in Computational Journalism, do pesquisador e consultor norte-americano Nicholas Diakopoulos. O jogo proposto por Diakopoulos foi aplicado pela primeira vez no Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism, um núcleo de pesquisas na City University de Nova York (CUNY).

Diakopoulos propõe que o brainstorm seja realizado da seguinte maneira: em grupos, estudantes ou profissionais puxam cartas de dois baralhos diferentes. Um deles traz os conceitos e tecnologias da computação, o outro traz conceitos ligados ao jornalismo, num total de 28 cartas em cada uma dessas duas categorias. A seguir, cada grupo tem cinco minutos para pensar em ao menos um produto que combine uma tecnologia computacional com um uso, ideal ou prática do jornalismo. Deve-se realizar diversas rodadas em sequência, de modo a reunir o maior número de ideias possível.

O objetivo é tornar evidente como o potencial da informática é mal aproveitado no jornalismo e abrir os olhos para as possibilidades de empreendimento e inovação na área.

Como os baralhos não estão disponíveis em português, uma alternativa é usar um dado de 28 lados (D28) para este exercício. Como dados D28 são pouco comuns, adaptei um script que simula jogadas. Para realizar o brainstorm, cada grupo deve recarregar a página, anotar o primeiro resultado, recarregar novamente a página e anotar o segundo resultado. Depois, basta encontrar o primeiro número na lista de conceitos e tecnologias da computação e o segundo número na lista de conceitos e objetivos do jornalismo. As listas, com tradução minha, estão disponíveis aqui. Caso vá imprimi-las, é melhor separar cada lista em folhas diferentes.

Por exemplo, se o script for acionado duas vezes, resultando nos números 12 e 23, respectivamente, o grupo deverá pensar num produto que combine “realidade aumentada” e “adaptabilidade”. Após a rodada, cada grupo expõe aos colegas suas propostas e a turma discute sua validade.

É recomendável apresentar e explicar todos os conceitos de ambas as listas à turma antes de iniciar o brainstorm.

Lançamento do livro “Interações em rede”

Na próxima quarta-feira, às 18h30, na Faculdade de Comunicação Social da UFRGS, será lançado o livro Interações em rede, organizado pelo mestre Alex Primo. Na ocasião, haverá uma mesa redonda com os autores, na qual eu apresentarei meu artigo “Toda resistência é fútil: o jornalismo, da inteligência coletiva  à inteligência artificial”.

O livro reúne artigos de alunos e ex-alunos do Laboratório de Interação Mediada por Computador da Fabico/UFRGS, capitaneado pelo Alex, que foi meu orientador de mestrado. É uma comemoração pelos dez anos do LIMC, assim como o Seminário de Interação Mediada por Computador, evento que será fechado pela mesa-redonda.

Segue o resumo do meu artigo:

O predomínio do pensamento tecnológico trouxe o mundo ocidental à era da cibercultura, caracterizada pela busca de soluções técnicas nas mais diversas instâncias da experiência humana: políticas, econômicas, existenciais e deontológicas, entre outras. Neste contexto, a noção de inteligência coletiva viabilizada pela técnica, especialmente a telemática, tem sido cada vez mais indicada e usada como instrumento de resolução de problemas sociais. Por outro lado, a automação, inicialmente circunscrita a processos mecânicos, tem sido aplicada nos últimos anos a atividades intelectuais, com o desenvolvimento de robôs e inteligências artificiais capazes de coletar e analisar informação. A prática profissional do jornalismo não escapa destas circunstâncias, adotando diversas técnicas de captação de inteligência coletiva e repórteres-robôs para atrair audiência e compensar a escassez de mão-de-obra nas redações, como forma de combater a crise econômica causada pela digitalização do noticiário. Estas soluções podem ser compreendidas como uma introdução de tendências pós-humanistas na prática do jornalismo, movimento que vai de encontro ao caráter humanista da profissão.

Em breve, o livro estará disponível no catálogo da Editora Sulina, por R$ 35.

As cotas raciais em universidades públicas são bom negócio

O melhor que os brasileiros contrários às cotas raciais em universidades públicas e outros tipos de ações afirmativas têm a fazer é ficar de boca fechada enquanto o Superior Tribunal Federal vota a constitucionalidade desse tipo de iniciativa. As atuais políticas de cotas são uma pechincha! Em troca de terem sido mortos, torturados, estuprados, condenados aos piores trabalhos braçais do mundo, para fazer a economia brasileira crescer e enriquecer os colonizadores portugueses, os negros e índios estão pedindo apenas uma dúzia de vagas em cada curso universitário público do país. Poderiam exigir muito mais. Nenhum negro ou índio está pedindo para se deitar com a minha mulher, ou vender minha filha para angolanos, ou me aplicar algumas chibatadas. Nenhum negro ou índio bateu à porta da minha casa pedindo 80% do meu patrimônio a título de indenização pelos salários, horas extras e INSS devidos a seus tataravós desde o século XVI.

Então, recomendo aos meus colegas de etnia que fechem negócio com as cotas raciais imediatamente e sem regatear, porque os negros e índios estão nos oferecendo uma barganha chinesa.

Muita gente argumenta que não tem culpa pelas atitudes de seus antepassados e, portanto, não é justo ter de pagar a conta agora. Creio que o cartum abaixo resume bem melhor do que eu poderia escrever os contra-argumentos a essa proposição:

Fonte: http://bloggingblue.com/2012/02/reverse-racism-or-a-fairy-tale-for-conservative-children/

Fonte: http://bloggingblue.com/2012/02/reverse-racism-or-a-fairy-tale-for-conservative-children/

Chegou o momento de estendermos a mão para os negros e índios e ajudá-los a subir na escala social e econômica. Se nenhum de nossos antepassados tomou essa responsabilidade humanitária para si, temos agora uma excelente oportunidade de corrigir seus erros e nos tornarmos mais honrados.

Apoio essa compensação mesmo vindo de famílias de colonos alemães, que normalmente não usavam escravos na lavoura. Meus antepassados podem não ter sido proprietários de escravos, mas ganharam terras roubadas dos índios e foram beneficiados pelo crescimento econômico baseado no trabalho dos negros. Eu mesmo, até hoje, sou beneficiado pela cultura racista do Brasil, que me abre todas as oportunidades e sempre me passa à frente dos negros e índios em qualquer fila. Então, sim, sinto que é minha responsabilidade compensar essas etnias pelo mal que lhes causo, ainda que involuntariamente.

Além do processo iniciado pelo Partido Democratas contra a política de cotas da UnB — um dos paladinos dessa iniciativa é o famoso senador Demóstenes Torres, cujos argumentos são do quilate desse aqui: “As negras foram estupradas no Brasil. A miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual.” –, há também um processo de um ex-candidato gaúcho ao curso de Administração da UFRGS. Examinemos seus argumentos.

Tem no processo alguns argumentos que considero eficientes, como a questão de que esse tipo de diferença (social) já é reduzido no Imposto de Renda progressivo. Assim como se eu estudei em uma escola particular, já foi compensado porque eu não utilizei o serviço público durante 11 anos.

De todos os argumentos absurdos dos contrários às cotas, esse deve ganhar o prêmio principal. Em primeiro lugar, a Receita Federal permite que os gastos com educação sejam descontados do imposto sobre a renda. Ou seja, o que existe é uma compensação do Estado aos ricos que preferem usar o serviço privado, em vez do serviço público. Estudar em escola particular não compensa a sociedade por nada.

Em segundo lugar, os ricos podem até pagar mais imposto de renda no Brasil, mas recebem isenções e descontos em diversas operações econômicas. Por exemplo, o imposto de renda sobre negociação de ações nas bolsas de valores é zero para quem vender menos de R$ 20 mil em ativos no mês. Os operadores da Bovespa estão sendo compensados pelo quê, exatamente? E empresas como a General Motors, que recebem isenção fiscal para produzir seus carros, estão sendo compensadas por qual tipo de sofrimento imposto pela sociedade brasileira?

Além do mais, os trabalhadores isentos de pagar imposto de renda ganham tão pouco que costumam gastar todos os seus ganhos em moradia, alimentação, vestuário e outras necessidades. Ao usarem sua renda, acabam pagando direta ou indiretamente impostos como ICMS, IPI, ISSN, entre outros. Enquanto isso, o dinheiro depositado em investimentos financeiros não paga imposto algum e recebe desconto progressivo sobre a renda gerada.

O próximo argumento é o da meritocracia:

Mas mérito intelectual, todos tem de disputar de igual para igual.

Este é um dos principais sofismas apresentados pelos contrários às cotas. O argumento confunde o caráter igualitário e universal dos concursos vestibulares com igualdade de condições entre todos os candidatos. Sob esta ótica, todos os brasileiros têm as mesmas oportunidades para se preparar intelectualmente para o vestibular.

Todos os que acreditam nesse argumento deveriam assinar um jornal qualquer com urgência, porque estão completamente alienados da realidade. O ensino público fundamental e médio no Brasil é uma piada de humor negro. Os alunos recebem um péssimo acompanhamento pedagógico e têm de lidar com falta de professores, despreparo de alguns profissionais, ausência de estrutura mínima para o ensino etc.. É um caso americano, mas este relato do astrofísico Neil DeGrasse Tyson, apresentador da nova edição do programa Cosmos, é bastante educativo:

Ainda que as escolas públicas brasileiras fossem muito boas, há o contexto social dos alunos. Por melhores que sejam a estrutura e os professores, nenhum aluno aprende se não estiver em boas condições físicas e psicológicas. Uma fração muito maior dos alunos da rede pública passam fome ou vêm de famílias desestruturadas, que não podem apoiá-los, quando comparados aos alunos da rede privada. Os negros e índios ainda têm de lidar com o preconceito dos colegas e professores, em adição aos problemas econômicos e familiares. Afirmar que estes candidatos podem disputar uma vaga no vestibular em condições de igualdade com egressos de escolas privadas e famílias burguesas não é apenas equivocado: é desumano.

Além de sofismático, esse argumento é falacioso, porque ignora a lógica da competição pelas vagas num vestibular com sistema de cotas. Os alunos candidatos às vagas de acesso universal não disputam com os alunos candidatos às vagas de cotas sociais e raciais. Existe um número de vagas definido para cada grupo e os candidatos disputam essas vagas entre seus iguais.

De modo que, se alguém não consegue ser aprovado no vestibular, seja para uma vaga de acesso universal ou destinada a cotistas, é mesmo por falta de mérito. Vejam bem: os cotistas também necessitam demonstrar maior mérito em relação a outros cotistas. Só os negros, índios e egressos de escolas públicas com mais capacidade são aprovados. Nada impede, inclusive, que o grupo de cotistas possa um dia ter notas mais altas que as do grupo de acesso universal nas provas do vestibular.

Se isso não ocorre, é mais uma evidência de que a reserva de vagas foi uma decisão acertada, por comprovar que os egressos de escolas públicas, negros e índios realmente não têm condições de disputar vagas com egressos de escolas particulares. Porém, isso não indica falta de mérito.

As universidades em geral não divulgam as notas dos cotistas, provavelmente para evitar represálias. Isso significa, inclusive, que alguns cotistas podem ter notas superiores às dos aprovados para vagas de acesso universal, mas ninguém sabe. Uma das poucas tabelas disponíveis é da Universidade Federal de São João Del-Rei, em Minas Gerais. Analisando os números, pode-se perceber que a diferença média entre as notas de corte dos grupos de acesso universal e ação afirmativa fica entre 10% e 20%. Será que as escolas públicas são apenas 20% piores do que as escolas particulares? E como incluir nesse cálculo a desnutrição, o preconceito, a estrutura familiar prejudicada?

Em suma, o mérito é uma qualidade contextual, relativa, impossível de ser aferida somente pela nota de uma prova. Sob qualquer ponto de vista, um negro, índio ou egresso de escola pública tem muito mais mérito em simplesmente chegar a se inscrever para um concurso vestibular do que um candidato de classe média, que comeu três refeições por dia a vida inteira e teve pais que puderam lhe pagar uma escola particular, livros, aulas de reforço e férias na Disney.

O que nos leva a outro argumento comum contra as ações afirmativas na universidade pública:

Esse é um compromisso social de todos, de sempre buscar governantes que tenham a proposta de levantar a educação pública. A intenção social só pode ser de que todos tenham a mesma condição. E não que um passe na frente de outro por necessidade ou porque a educação pública não tem qualidade.

Algum dos leitores aceitaria trabalhar todos os dias, mas recebendo uma nota promissória para daqui dez anos, em vez do salário em dinheiro? Pois é exatamente essa a proposta que os contrários às cotas estão fazendo aos negros, índios e egressos de escolas públicas quando defendem a melhoria do ensino público como solução mais desejável.

Uma vez definido que os negros, índios e pobres merecem alguma compensação da sociedade brasileira, por terem sido privados de seus direitos ao longo dos séculos em que o Brasil se desenvolveu a ponto de deixar a situação de colônia subdesenvolvida e se tornar uma economia maior que o Reino Unido, é preciso pagar a conta imediatamente. O sistema de cotas sociais e raciais pode ser visto como um financiamento sob tabela SAC, em que primeiro se paga a maior parte dos juros, depois o valor do dinheiro emprestado. As ações afirmativas são os juros que a sociedade vai pagando, enquanto não melhora as condições para que todos os candidatos a uma vaga em universidade pública possam efetivamente competir em pé de igualdade.

Por outro lado, no fundo, quem propõe deixar de lado as ações afirmativas em prol do esforço do Estado para melhorar o ensino na rede pública quer mesmo é manter o status quo. É muito difícil crer que os proponentes desta solução realmente acreditem na sua execução em uma década, ou mesmo duas. Na verdade, estão pouco ligando para justiça social, ou pensam que os negros, índios e pobres são imbecis completos e vão topar fazer mais um empréstimo a fundo perdido para a elite brasileira — bastante conhecida por não honrar seus compromissos, aliás.

O Brasil precisa melhorar as condições de vida de sua população agora. O ensino superior é um dos poucos fatores que comprovadamente geram desenvolvimento social, em qualquer lugar do mundo. Garantir que negros, índios e pobres tenham acesso à universidade pública é a maneira mais rápida e eficiente de distribuir renda e diminuir os preconceitos sociais e raciais. E toda a sociedade, inclusive os críticos das ações afirmativas, vão se beneficiar dos resultados. O projeto Bolsa-Família tem demonstrado, nos últimos anos, o imenso impacto positivo do desenvolvimento social sobre a economia como um todo. As cotas são mais um passo para tornar o Brasil um país sólido para todos nós.

ATUALIZAÇÃO: A Lenara Verle me enviou esse ótimo FAQ da UFMG sobre ação afirmativa. Vale a pena consultar, aborda algumas questões não contempladas no texto acima.

ATUALIZAÇÃO 2: O Marcelo Soares indica alguns estudos da UFBA sobre o impacto acadêmico da adoção de cotas sociais e raciais.

Como se preparar para bancas de monografia

Ao contrário do que muitos alunos pensam, a banca de monografia não é um momento de prazer sádico e vingativo dos professores que os acompanharam durante toda a faculdade, mas sim um momento de celebração e um tipo de aula magna.

Na banca, os professores avaliam as habilidades de comunicação e a desenvoltura no uso dos conhecimentos desenvolvidos durante o curso. A banca de monografia pode ser vista, talvez, como um ritual de passagem, no qual o aprendiz finalmente se coloca (ou não) à altura de seus mestres e, assim, adquire o direito de receber o diploma e atuar na sociedade através da profissão escolhida.

É sempre bom ter em mente que, em geral, quando o aluno vai para a banca, é porque o orientador tem razoável certeza de que o trabalho será aprovado.

As dicas e esclarecimentos abaixo foram originalmente produzidas para meus alunos na PUCRS, mas podem servir para monografandos de outros cursos e universidades.

O ritual
As bancas de monografia são compostas pelo professor orientador e, no caso de trabalhos de conclusão de curso de graduação, em geral dois professores examinadores, que têm a tarefa de avaliar o trabalho. Normalmente, o processo dura entre 30 e 60 minutos conforme o seguinte roteiro:

  • Orientador introduz o aluno e o trabalho
  • Aluno apresenta o trabalho em 10 a 15 minutos
  • Primeiro examinador toma a palavra, faz considerações e perguntas
  • Aluno responde às perguntas
  • Segundo examinador toma a palavra, faz considerações e perguntas
  • Aluno responde às perguntas
  • O aluno e audiência se retiram da sala para a deliberação da nota
  • A nota é anunciada pela banca

Há bancas mais formais e bancas menos formais. A quantidade de salamaleques depende da configuração de professores que a compõem. Todavia, o roteiro acima é sempre seguido, com uma ou outra pequena alteração dependendo da instituição.

Apresentação
A apresentação deve ser objetiva e evitar repetir temas exaustivamente tratados no trabalho. Os examinadores e o orientador já leram e conhecem a monografia, então digressões teóricas excessivas, por exemplo, acabam se tornando maçantes. O melhor é investir em apresentar o percurso da pesquisa e os resultados. Se os professores tiverem dúvidas sobre a seção teórica, sempre podem fazer perguntas no momento da arguição.

Recomendo não ultrapassar a extensão de dez lâminas na apresentação, contando a capa, o que dá mais ou menos um minuto de fala por lâmina. Se não for possível resumir o trabalho em dez lâminas, é porque o aluno não tem compreensão da própria monografia. Usar imagens e frases curtas pode ser uma boa estratégia, assim como dedicar cada lâmina a uma idéia.

A apresentação segue mais ou  menos o formato da conclusão da monografia. O ideal é deixar claro qual foi a pergunta motivadora do trabalho, quais técnicas foram usadas para chegar a uma resposta e qual foi a resposta obtida. O roteiro recomendado para a apresentação é o seguinte:

  • Tema do trabalho e pergunta de pesquisa
  • Objetivos
  • Objeto
  • Técnicas de pesquisa
  • Resultados
  • Limites e problemas do trabalho

O último item é muito importante. Caso o aluno se dê conta, entre a entrega das cópias da monografia e o dia da banca, de que há uma lacuna ou um equívoco muito importante no trabalho, é uma boa idéia se antecipar aos examinadores e fazer uma retificação durante a apresentação. Para erros de português e normas técnicas, há o recurso de entregar uma errata impressa no início da apresentação.

Além disso, antes de começar a falar sobre o trabalho em si, é de bom tom agradecer aos examinadores pela presença e fazer uma breve introdução sobre si mesmo, explicando por que elegeu aquele tema. Ao final da apresentação, cabe dar uma opinião pessoal sobre o significado daquele tema para o campo científico e para si mesmo, enquanto profissional formado.

Aberta nova turma de Jornalismo Digital

Estão abertas as inscrições para uma nova turma da especialização em Jornalismo Digital, curso de pós-graduação lato sensu oferecido pela Famecos/PUCRS coordenado por mim. As aulas começam em abril de 2011 e vão até agosto de 2012, nas sextas à noite e sábados pela manhã, a cada duas semanas. O valor das 18 mensalidades é de R$ 500.

Informações sobre datas, disciplinas, corpo docente, datas e documentos necessários para a inscrição no site da especialização em Jornalismo Digital.

Muitos leitores manifestaram o desejo de cursar essa especialização na versão a distância, mas infelizmente ainda não temos condições de oferecer essa modalidade.

Produção e Colaboração no Jornalismo Digital

Livro da Rede JorTecEstá na praça o segundo livro acadêmico do qual participo com um capítulo. No caso, o trabalho “apuração distribuída como técnica de webjornalismo participativo“, apresentado no 7º Encontro da SBPjor, em 2009. Segue o texto de divulgação:

Rede JorTec lança seu primeiro livro

Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais – JorTec – lança seu primeiro livro, Produção e Colaboração no Jornalismo Digital, que reúne o trabalho de 16 pesquisadores de 10 distintas instituições de ensino e pesquisa.

O livro busca evidenciar através dos Núcleos de Pesquisa da Rede JorTec (Tecnologia, Interface, Narrativas e Colaboração) algumas das mais importantes questões para a prática contemporânea do jornalismo digital, como a integração qualificada do leitor no processo de produção jornalístico, possibilidades de interatividade, narrativa e visualização do conteúdo, diferenciações do processo de produção, modelos de negócio e possíveis tecnologias aplicadas ao jornalismo digital.

O lançamento ocorre no 8º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (8º SBPJor), no dia 9 de novembro, terça-feira, às 20 horas, em São Luis, Maranhão.

Oficializada pela SBPJor em janeiro de 2009, a Rede JorTec vem sendo articulada desde o início de 2007 com o intuito de produzir pesquisa aplicada visando à experimentação e criação de inovações tecnológicas digitais nos processos de captação, produção, empacotamento, transmissão e distribuição de conteúdos jornalísticos nas convergentes plataformas comunicacionais. Para isso, conta com pesquisadores de diversas regiões e universidades brasileiras.

Livro: Produção e Colaboração no Jornalismo Digital

Autores:
Alvaro Bufarah Junior, Ana Maria Brambilla, Ben-Hur Correia, Carla Schwingel, Carlos d’Andréa, Carlos Eduardo Franciscato, Carlos A. Zanotti, Dijna Andrade Torres, Diólia de Carvalho Graziano, Fernando Firmino da Silva, Gabriele Maciel, Getúlio Cajé dos Santos, Jorge Rocha, Marcelo Träsel, Raquel Ritter Longhi, Walter Teixeira Lima Junior

Organizadores:

Carla Schwingel e Carlos A. Zanotti

Editora Insular
Preço: R$ 35,00

Circuito 4×1

No próximo sábado, vou palestrar às 15h30 no Circuito 4×1, um evento de marketing digital, em companhia de Annie Müller, Ricardo Cappra e Gil Gardelli. Falarei sobre como “não se faz mais comunicação como antigamente”. As inscrições são gratuitas e as palestras ocorrerão na Ulbra de Canoas.

Super Trunfo dos parlamentares gaúchos

A equipe de alunos da revista eletrônica Cyberfam, coordenada, além de mim, pelos professores André Pase e Andréia Mallmann, criou o Super Trunfo dos parlamentares gaúchos.

A idéia é ajudar o eleitor a definir quem merece receber seu voto, entre os candidatos à reeleição para cargos do legislativo federal. A gurizada usou dados públicos da Câmara dos Deputados, do Senado e da Transparência Brasil para criar as cartas.

Poderíamos ter apresentado tudo em tabelas, mas achamos que assim fica mais interessante e amigável. Esses dados estão à disposição de qualquer eleitor; nossa tentativa é apresentá-los de uma forma que incentive a pesquisa por um candidato adequado.

Programação da semana

No sábado, das 9h às 18h, acontece o I Seminário Internacional de Jornalismo Online promovido no Brasil pelo Knight Center. O evento marcará, espera-se, a criação da seção brasileira da Online News Association. No primeiro painel, teremos a apresentação “Jornalismo Interativo no New York Times”, por Andrei Scheinkman, programador de aplicativos jornalísticos do New York Times. Às 11h, Mario Tascón, diretor e fundador de LaInformacion.com e DIXIRed e ex-diretor de conteúdo de Prisacom e ElPais.com apresenta a palestra “Jornalistas + leitores + algoritmos = meio de comunicação”. Ao longo do dia, vários outros painéis interessantes. Haverá transmissão ao vivo por este link.

A partir de amanhã, está aberta ao público a exposição Horizonte Expandido, no Santander Cultural, com diversos nomes fundamentais da arte contemporânea. Chance rara de ver essas obras em Porto Alegre. Além dos estrangeiros, a mostra traz material de Hélio Oiticica. Se você tem alguma vontade de gostar de arte contemporânea, essa é a oportunidade.

Amanhã, às 18h30, o impagável Eduardo Menezes, do Impedimento, lança o guia A Copa que Interessa, no Caminito (rua Padre Chagas, 318). Se não for útil, o guia é no mínimo divertido.

    Aula inaugural de Jornalismo Digital

    Na próxima sexta-feira, acontece a aula inaugural do curso de especialização em Jornalismo Digital da Famecos, com uma palestra da editora de treinamento da Folha de São Paulo, Ana Estela de Sousa Pinto. Ana vai falar sobre o processo de integração entre as redações online e impressa do jornal. Chance rara de conhecer esse tipo de integração em primeira mão.

    A aula inaugural, com o tema “O impacto das tecnologias digitais no cotidiano das redações”, é aberta e gratuita. Começa às 17h30 e termina às 19h, no auditório da Famecos (2º andar do prédio 7 da PUCRS). Haverá transmissão via Web, fiquem de olho no @posdigital para mais detalhes.