MEC realiza consulta pública sobre diretrizes curriculares do Jornalismo

O Ministério da Educação recebe até o dia 30 de março manifestações da sociedade sobre como devem ser as novas diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo. Quem tiver sugestões sobre o perfil mais adequado para os jornalistas do futuro ou sobre as habilidades a serem adquiridas na graduação deve enviá-las para o endereço consulta.jornalismo@mec.gov.br. As diretrizes curriculares são documentos que informam às faculdades e universidades as condições mínimas para um aluno merecer o diploma de jornalista.

Só é pena que o MEC tenha decidido usar o correio eletrônico em lugar de algum outro tipo de ferramenta de discussão, como um fórum ou wiki. Esses sistemas, por permitirem que os participantes vejam as manifestações uns dos outros,  ensejariam um avanço muito maior da discussão até o final da consulta pública. O debate da comissão escolhida para formular as novas diretrizes poderia partir de um degrau muito mais alto.

Se algum leitor enviar sugestões ao MEC, sugiro publicá-las no espaço de comentários abaixo.

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6 ideias sobre “MEC realiza consulta pública sobre diretrizes curriculares do Jornalismo

  1. Tom

    Coloque todas a sugestões, inclusive as suas, em seus respectivos blogs (eu sei, eu sei, poucos jornalistas têm blogs).

    Ajunte todas sugestões num wiki, como o wikia.com ou wikidot.com, por exemplo. Não colecione apenas os links das sugestões, mas também os textos com as propostas. Ixi, aí teria que explicar para seus amigos de profissão a questão das licenças. Que complicação! :-D

  2. José Antonio Meira da Rocha

    Na minha visão, para ser uma competente jornalista hoje, a egressa deveria saber, além dos requisitos tradicionais de jornalista, a seguinte lista:

    1. Diagramar publicações em programas de editoração.
    2. Pesquisar na internet e relacionar as informações encontradas.
    3. Operar planilhas e editores de texto.
    4. Operar programas de email e messengers.
    5. Se utilizar de fóruns e listas de discussão.
    6. Fotografar, manipular as fotos em programas específicos, distribuir as fotos em fotologs.
    7. Fazer e editar vídeos em celular ou câmeras domésticas, publicar e embutir estes vídeos em páginas Web.
    8. Gravar entrevistas com MP3 player ou celular.
    9. Editar áudio digital e fazer podcast.
    10. Contratar e instalar serviços em hospedagem internet (CMS, blogs, sistemas de workgroup, fóruns, galerias de fotos).
    11. Gerenciar um sistema gerenciador de conteúdo (CMS), blog, fórum.
    12. Conhecer HTML o suficiente para fazer links ou modificar templates e skins.
    13. Usar sistemas de anúncios tipo AdSense e outras formas de “terceirização do departamento comercial”.
    14. Assinar e gerenciar uma enorme lista de feeds RSS sobre sua especialidade.
    15. Trocar arquivos em sistemas peer-to-peer ou de troca de grandes arquivos.
    16. Fazer mashups, mapas e modelos 3D com ferramentas de jornalismo georeferenciado (Google Maps, Google Earth e Google SketchUp).
    17. Gerenciar, com diplomacia, comunidades de leitores.
    18. Resolver “pepinos e abacaxis” em seu computador.
    19. Conhecer a filosofia e usar softwares livres.
    20. Estar sempre antenada com as tendências das mídias digitais.

  3. Pingback: Mudando o currículo do Jornalismo | träsel/blog

  4. Jose da Silva Barbosa

    Prezado senhores,
    Minha sugestão e contribuição na área da saúde especificamente no curso de psicologia.
    Sou a favor da incorporação da PNL, Programação Neuro Linguística no curso de psicologia porque no conteúdo atual de graduação tem muita perfumaria para atingir uma carga horária equivalente 05 anos, a como determina o Mec.
    Alem de desestimular para a conclusão no curso. Muitos psicólogos hoje descobriram e aderiram PNL como forma de trabalhar um tema e trazer bem estar ao ser humano mais rapidamente e de forma mais eficaz, e ai como fica os 05 anos de dedicação na formação em psicologia?
    Chega de queda de braço, Psicologia X PNL, vamos aceitar a verdade, alguma coisa está errada sou a favor dessa revisão e inclusão da PNL no curso de graduação.
    Sou ex, aluno do curso de psicologia: Faculdade Anhembi Morumbi e um dos motivos que me levaram a minha desistência foram: excesso de perfumaria e a carga horária e não reconhecimento da PNL no curso.
    José da Silva Barbosa
    [Dados pessoais do comentarista foram retirados pelo editor]

  5. Harley Pacheco de Sousa

    Caros leitores,
    Discordo de vocês na questão de haver “perfumaria” no curso de psicologia para completar a carga horaria.
    Garanto a vocês que para uma boa formação em psicologia, 5 anos é pouco, por isso os temas aparecem muito superficialmente no decorrer da graduação o que os faz parecer “perfumaria”.
    Sobre a PNL, esse tema pode ser estudado pela psicologia como é em todas as universidades do mundo quando o aluno inicia o tema modelagem de comportamentos dentro de alguma disciplina, mas não é psicologia propriamente dita tendo em vista que não é fato a existencia de instancias propostas, PNL não é exatamente uma ciencia, logo sua validação é controversa.
    É um conjunto de conhecimentos.

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