Duas resenhas

Meu orientador de doutorado costuma recomendar aos alunos de pós-graduação começarem a vida acadêmica evitando a tentação de publicar artigos propondo idéias arriscadas ou apenas revisando bibliografia. Em vez disso, estimula a publicação de resenhas críticas.

Como sou aplicado, publiquei recentemente uma resenha sobre o último livro do próprio Francisco Rüdiger, Cibercultura e pós-humanismo, e outra sobre O culto do amador, de Andrew Keen. O primeiro eu recomendo, é claro — poder ser orientado pelo Rüdiger foi fator decisivo para entrar no Programa de Pós-Graduação da PUCRS. Leia a resenha na edição atual da revista Verso e Reverso, da Unisinos. Por outro lado, o livro do Andrew Keen, editado em português pela Jorge Zahar, é uma das maiores picaretagens já escritas sobre cibercultura. Saiba por que lendo a resenha na Revista Famecos.

7 ideias sobre “Duas resenhas

  1. Sayd

    Fiquei bastante interessado no livro do Rüdiger. Busco sempre análises que tratem de produtos artísticos e culturais analisando seu conteúdo como reflexo de um estado de espírito coletivo.
    So achei q sua resenha deveria ter sido menos pontual e descritiva… ao invés de ser mais reflexiva Marcelo! Mas gostei. Ate pq provavelmente estas idéias estivessem nas entrelinhas dos textos e analisar isto já demanda um bom tempo.
    De qualquer forma mandei para o grupo de estudos da minha fac.

    Um abraço!

  2. Cecília

    Olá, Marcelo, tudo bem? Sou a Cecília e trabalho na Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Gostaria de convidar-lhe para um chat online com o Andrew Keen, autor do livro “O Culto do Amador”, nesta sexta, dia 29/05. Vai ser uma boa oportunidade de interagir com o autor e até discordar de suas opiniões. Mais informações aqui : http://www.talk2.com.br/?p=596
    Um abraço!

  3. Träsel Autor do post

    Cecília, agradeço muito a leitura e o convite, pensarei nele com carinho, mas em princípio não vou participar.

    Normalmente, eu me jogaria em uma oportunidade como essa. O problema é que considero o Keen um pensador desonesto e, portanto, incapaz de reconhecer qualquer falha em seu trabalho ou levar em conta qualquer crítica apontada. Isso significa que seria mera perda de tempo debater com ele. Na verdade, só publiquei essa resenha porque tenho visto muita gente boa levando o Keen a sério e resolvi prestar um serviço público.

    Por outro lado, estou curiosíssimo para saber mais sobre a estratégia da Edelman de usar canais de Web 2.0 para divulgar um livro que pretende combater os princípios da Web 2.0. A ironia é proposital? :-)

  4. Cecília

    Oi, Marcelo. O debate vai ser interessante. Se você quiser, poderá acopanhar depois pelo blog Talk, pois todos os programas ficam no ar em streaming.
    Aqui na Edelman nós atendemos a Zahar, entre outros clientes, e elaboramos sim estratégias digitais para eles. O livro de Keen faz parte do catálogo da editora, ironicamente ou não, ele está embutido dentro do nosso trabalho frentes às mídias da web 2.0. Um abraço!

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