A anatomia de um menu
Já está rolando na blogosfera há algumas semanas, mas vale a pena ler esse pequeno texto sobre truques de menu usados por restaurantes.
Já está rolando na blogosfera há algumas semanas, mas vale a pena ler esse pequeno texto sobre truques de menu usados por restaurantes.
Finalmente aconteceu o que todos os apreciadores de um bom vinho sonhavam: o dólar baixo possibilitou que o preço de vinhos importados viesse abaixo. Agora, no Extra e no Wall Mart, há muitas opões de vinhos chilenos, argentinos e até portugueses abaixo de 10 mangos. A competição torna a situação ainda mais bonita.
Sem muitos motivos lógicos, eu estava seco há meses por um bom vinho português. Não há justificativa para isso, já que os portugueses, entre os europeus, são dos mais medÃocres, e o vinho português normalmente perde também para argentinos e chilenos – é possÃvel comprar até alguns franceses marca-diabo mais baratos que os portugueses. Mas eu tava afim. E entrou em oferta por R$ 9,90 um vinho tinto de mesa chamado CAVE DO DUQUE. Nenhuma dúvida.
Não é nada de espetacular enquanto vinho bom, mas matou definitivamente minha nostalgia por vinhos da Terra Mãe. E eu arrisco dizer que, pelo preço, estava dado. Nem o fato de provavelmente custar alguns centavos de Euro no Velho Mundo atrapalhou a fruição. Viva a porra do dólar baixo.
Vi ontem e provavelmente chegou no mercado varejista ontem mesmo (até quando não compro nada sempre vou no corredor de cervejas, só pra dar um conferes) a Itaipava Premium em garrafa de 600 ml, provavelmente para concorrer com a Polar dos Paulistas (Original). Custa R$ 3,35. Ainda não comprei.
Eu gosto de cozinha oriental. Não apenas isso, sou louco por ela. Sempre me desce bem o que se entende por comida chinesa por estas paragens tupiniquins. Desde que me conheço por gente, aliás. Muito criança me lembro de sempre solicitar a meu pai que fôssemos aos restaurantes chineses da Cristóvão. Quando não sei o que comer, vou a um chinês. Não apenas no Brasil mas em todos os lugares do mundo por onde passei são restaurantes bons e baratos. Com sorte, são até limpos
Sem controle, hoje fui do luxo havaianas da adidas ao lixo de higiene duvidosa na cozinha oriental.
A habilidade de improvisar e se adaptar às condições do meio sempre foi ponto fundamental da sobrevivência e evolução do ser humano. E em nenhum aspecto esse fator se mostrou tão importante quanto na alimentação.
Pois foi munido de alta dose de biologia que encarei um refrigerador vazio de opções alimentÃcias prontas e transformei o problema em gastronomia de primeira. Se não havia nada preparado, ao menos havia bons ingredientes: atum, tomates secos, champignon, creme de leite, queijo mussarela, massa e bons temperos.
Aà foi só usar a mais avançada técnica dos chefs: mistura tudo numa panela e serve bem quente.
Cortei o queijo mussarela em cubos e os tomates secos e o champignon em pedaços de tamanho médio. Refoguei uma cebola picada no azeite de oliva, adicionando um pouco de alho em pasta. Acrescentei a essa delÃcia estalante o creme de leite, o atum, o champignon e os tomates secos, além de orégano e pimenta em generosa porção. Por último, quando a massa já estava quase pronta, o queijo mussarela foi se derreter na panela.
Juntei a massa e o molho, na panela da massa mesmo, porque economizar louça também é sinal de evolução, e servi, em seqüência, três colinas da iguaria.
Bem alimentado, garanti minha sobrevivência por mais um dia.
Importante: escrevi o texto em primeira pessoa, mas toda a aventura contou com a participação encantadora e talentosa de Paula Otto, que foi, a bem da verdade, a grande responsável pelo sucesso da empreitada. No final, o mérito de tudo é sempre das garotas.

Porque domingo é dia de pizza com massa congelada, e ela pode ter cogumelos e azeitonas pretas em cima.
Realmente, São Paulo é a única cidade do mundo em que se pode apreciar uma moqueca de camarão acompanhada de PatrÃcia bem gelada. E a comida nem é cara. As cervejas uruguaias é que custavam extorsivos R$ 12,50, mas como eu tava com saudade não reclamo.
Não me canso de admirar a Liberdade, não o substantivo, sempre associado à maconha e ao comunismo, mas o bairro Oriental que às vezes faz toda esta cidade valer a pena. Estes dias estávamos caminhando por aqueles lados, eu e o editor deste blog, e topamos, depois de muita pérnada, no que parece ser o melhor buffet de comida oriental do mundo: o restaurante Nandemoyá (infelizmente sem site). Pelo pouco que pesquisei parece que começou como uma Mercearia (o que faz todo o sentido), mas hoje oferece a mais completa gama de desbundes orientais.
A Fanta parece mesmo ter se tornado o refrigerante cobaia da Coca-Cola. Depois das duas bizarras versões da Fanta Citrus e da Fanta Mix, chegou ao mercado agora a Fanta de laranja vermelha (?).
Experimentei, claro. Já tive coragem de provar barra de cereal de salada e soja coberta com açúcar, não poderia ter pudor de degustar a nova variação do suco gaseificado.
Não é ruim, preciso dizer. Basicamente, trata-se de uma Fanta laranja menos saborosa e com corante vermelho na fórmula. É como beber um suco feito com uma seleção ruim de frutas.
Se o objetivo da Coca é competir com a Bonanza, marca responsável por refrigerantes de pêssego, maracujá e laranjinha, vai ter que se esforçar bem mais.
Lembram do Pé de Alface? Aquele da Hilário, restaurante e bazar vegetariano que escolheu o ponto chique de Porto Alegre na esperança de atrair o pessoal descolê da calçada da fama e assim poder cobrar preço de bacana no bufê. Pois é. Em Porto Alegre ele faliu, mas em São Paulo ele está em plena atividade na Vila Madá. Até o preço, corrigido pelo tempo e a inflação, é o mesmo. Não, falando sério, como o Pé de Alface nunca mais. Melhor vegetariano de todos os tempos. Nunca poderia dar certo, mesmo.