D.O.M.

IMG_5730Há muito, muito tempo eu aguardava a oportunidade de visitar o restaurante do chef mais respeitado do Brasil, Alex Atala. Pois agora posso atestar que o Dominus Optimus Maximus, ou D.O.M., é tudo isso, sim.

No último sábado, desfrutei com minha mulher e dois casais de amigos do menu degustação de seis pratos oferecido pelo D.O.M. Foi a experiência gastronômica mais fascinante de minha vida, só comparável à primeira vez que provei foie-gras. No mundo gastronômico, em geral é preciso escolher entre imaginação delirante do chef, provando criações inusitadas que não chegam lá, ou a perícia técnica, comendo o clássico bem-feito. Atala consegue juntar imaginação e perfeição técnica. O que mais um gourmand pode pedir?

A experiência começa já com o atendimento no momento de fazer a reserva. É um dos poucos restaurantes que de fato responde às mensagens via correio eletrônico — e Michele, a pessoa responsável no meu caso, além de ser atenciosa, não agride o intelecto com um português de nível semi-analfabeto, como é muito comum. Mesmo quando tive de aumentar o tamanho da mesa duas semanas antes da data, ela sempre respondeu rápido e foi compreensiva.

O mesmo espírito se encontra em todos os funcionários, sommelier e garçons do D.O.M., extremamente dispostos, mas ao mesmo tempo discretos no serviço. É um restaurante caro, mas nada esnobe. Nas mesas havia desde senhoras da alta sociedade com vestidos de festa até adolescentes vestindo jeans, tênis e camiseta. Aliás, a informalidade vai ao ponto de servirem um almoço executivo (R$ 42) de arroz, feijão, salada e uma opção de carne de segunda a sexta-feira. Atala acha que nenhum chef pode se considerar completo se souber transformar um boi inteiro em espumas e crostas, mas não souber fazer um feijão decente.

IMG_5711O jantar começa com uma referência à culinária pop: junto dos pães com um purê de alho, creme azedo temperado e manteiga com alecrim e sal grosso, uma latinha de manteiga Aviação chega à mesa. Também termina com uma referência pop nas balas Dadinho que acompanham o café e a conta. Os pães do couvert, entretanto, não são nada de especial. Em compensação, são servidos durante todo o jantar, o que permite passar os miolos no fundo do prato e capturar cada gota de molho.

O menu degustação é servido apenas se todos os integrantes da mesa o pedirem. Cada um apresenta suas restrições alimentares e o chef monta a seqüência de seis (R$ 195) ou oito pratos (R$ 275) de acordo. O sommelier vai sugerindo os vinhos para acompanhar ao longo da refeição. É uma boa pedir um menu na primeira visita ao D.O.M., até porque sai mais em conta do que pedir seis pratos à la carte.

Não sei se adianta comentar cada prato. Falta competência lingüística para descrever as sensações. A Tati talvez tenha encontrado a melhor metáfora: a comida do D.O.M. tem movimento, cada nova garfada ocupa espaços diferentes na língua. Há sempre uma nova textura, um novo detalhe, uma supresa. A cada prato, só conseguia pensar algo como “puta merda, o Atala é foda!”. Prefiro comentar apenas a entrada e a sobremesa, símbolos da experiência de comer na mão do Atala.

IMG_5716A primeira entrada foi um gel de tomates verdes com carne de cordeiro curada. Minha reação foi de ceticismo quanto à combinação, mas assim que o primeiro bocado espalhou a acidez e o frescor do tomate misturado à imponência salgada da carne curada, entremeados pela crocância de cristais de sal grosso e breves sinais de coentro, tudo fez sentido. Essa entrada, a meu ver, simboliza o lado imaginativo de Atala.

IMG_5727A sobremesa era composta, além de um ravióli de banana indescritível e funghi branco com uma calda com essência de uma planta cujo nome esqueci — uma ousadia que na minha opinião não deu muito certo –, de um pudim de leite absolutamente perfeito. É difícil crer que um sabor tão conhecido possa surpreender de alguma forma, mas o pudim de leite de Atala o faz. Quase chorei de emoção ao prová-lo. É o símbolo da perfeição técnica do D.O.M.

Os outros pratos do menu, todos excelentes, foram uma segunda entrada de ostra empanada com ovas de salmão e sagu — aliás, nunca comi um marisco com uma consistência tão exata –, espaguete de palmito pupunha com camarão e manteiga de coral — feita de restos do camarão, como aprendi com um colega de mesa –, creme de cogumelos em caldo de vitela com arroz selvagem tostado, costelinha de porco à brás com mandioquinha-palha e espuma feita do molho da carne e vinho. O queijo foi um purê de mandioquinha com queijo gruyère e minas. Aliás, confiram o vídeo abaixo, mostrando como esse aligot é servido:

Na viagem de volta de São Paulo, encontramos alguns amigos no aeroporto. Eles perguntaram se era muito caro comer no D.O.M.. Não é. R$ 195 para degustar as criações de um dos maiores cozinheiros do mundo, produzidas com os melhores ingredientes disponíveis no mercado, não é caro. Ainda mais se for encarada como espetáculo que de fato é e comparada ao preço de outros espetáculos. Um ingresso para o show do Radiohead, no mesmo final de semana, realizado num lamaçal sem nenhuma estrutura fedendo a bosta de cavalo, custava R$ 200, mas as pessoas acham normal.

Peço desculpas pela má qualidade das fotos e, para finalizar, relato uma história a respeito do D.O.M., ouvida no mesmo aeroporto. Dois sujeitos foram visitar um amigo que mora em frente ao restaurante e quiseram comer lá, mas não havia mesas disponíveis. O anfitrião argumentou, lembrou que era um freqüentador assíduo e, ante as negativas, desafiou: “OK, então o que vocês podem fazer pelos meus amigos de fora que querem conhecer a comida de vocês?”. O atendente pediu o endereço e em cerca de meia hora dois garçons apareceram no apartamento com duas refeições para os turistas. Isso é levar a gastronomia a sério.

D.O.M.
Rua Barão de Capanema, 549 – Mapa
11 3088-0761

28 Comentários

  • By Guilherme Atencio, 25/03/2009 @ 19:27

    Sempre simpatizei com o Alex Atala quando via ele na TV (apesar de não ser fã de invencionices). Bom saber que ele é merecedor da fama.

  • By marcus, 25/03/2009 @ 22:53

    Morro de vontade de conhecer o D.O.M. e o Jun Sakamoto.

  • By Träsel, 25/03/2009 @ 23:06

    Também já fui no Jun Sakamoto. É, de fato, um dos restaurantes que vale a pena conhecer na vida:

    http://trasel.com.br/garfada/?p=240

  • By Cardoso, 26/03/2009 @ 01:00

    Jun Sakamoto é o cara da Hamburgueria, certo? Melhor burguer de SP. Fora isso, é 195 PER CAPTA?

  • By Träsel, 26/03/2009 @ 08:21

    Porra, Cardoso, você paga R$ 30 por um burger e fica espantado com o preço do menu do D.O.M.?

  • By catarina, 26/03/2009 @ 17:47

    só um comentário: não tinha lama nem bosta de cavalo no gramado inteiro. fiquei sequinha e limpa até o fim. e mesmo que tivesse, não dá pra comparar um show do radiohead com um jantar. Duas coisas mui diferentes.

    Em tempo: pagaria até mais para jantar no D.O.M. Só não pude, por enquanto.

    Abs.

  • By Fernando, 26/03/2009 @ 17:49

    O funghi branco não era com pripioca?

  • By weno, 27/03/2009 @ 10:53

    Träsel, qual foi a média em R$ para a degustação + vinhos?

  • By Nina, 29/03/2009 @ 22:12

    Legal sua resenha, acho que todo mundo q gosta de gastronomia no Brasil deve ter vontade de ir no DOM. Eu mesma, acho que deve ser ótimo.

  • By Solon, 30/03/2009 @ 13:53

    Weno,

    o D.O.M. tem, segundo várias publicações especializadas, uma das melhores cartas de vinho de São Paulo.

    eles têm uma seleção de umas 10 taças com valores entre R$ 25 e R$ 80. garrafas, vão desde nacionais na faixa de R$ 50-60 até coisas como um Chateau Petrus por mais de R$ 17 mil.

    eu sugiro considerar um gasto entre R$ 100 e R$ 200 no vinho. o valor da degustação, o Träsel já colocou no post. se for de carro, são R$ 15 pelo estacionamento.

  • By Pat (crianças na cozinha), 30/03/2009 @ 22:41

    O D.O.M. é realmente o melhor restaurante que já fui na vida, e vai ser difícil algum outro bater. A comida é realmente espetacular, até aquele arroz com feijão aparentemente simples do executivo tem algo de especial, algo de inexplicável.

    O atendimento da casa é fantástico também e a presença do Alex, que passa de mesa em mesa, cumprimenta, bate-papo e até dá cada aula (na nossa foi uma aula e tanto sobre sal, de babar!).

    ele merece a fama que tem e muito mais. Queria ter mais dinheiro para comer sempre lá. As refeições não são caras, valem até mais do que é cobrado, mas ainda assim é muito dinheiro…

    Mas eu prefiro uma refeição lá do que 10 refeições num restaurante qualquer… Até mesmo o Dalva & Dito, também delicioso, do Alex Atala mas não comandado direta e pessoalmente por ele, apesar de excelente, não chega aos pés.

    É uma experiência transcedental!

  • By Clarissa, 31/03/2009 @ 14:36

    Nada a ver e tudo a ver: alguém tem idéia de onde eu posso comprar ovos de páscoa de açúcar em Porto Alegre? Vocês se lembram desta delícia? Obrigada : )

  • By Träsel, 31/03/2009 @ 14:39

    Putz, eu me lembro dos ovos de açúcar, mas não vejo um desde a década de 1980. Em geral eram meus avós de Lajeado que me davam esse tipo de ovo de páscoa.

  • By Träsel, 01/04/2009 @ 00:24

    Não concordo, acho que o show e um jantar num restaurante de alta gastronomia são muito parecidos. Ambos são experiências estéticas intensas e raras pelas quais as pessoas se dispõem a pagar muito dinheiro.

    No mais, realmente dava para ficar seco, mas foi mais uma metáfora para me referir a isto:

    http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2009/03/23/a-cesar-o-que-e-de-cesar/

  • By Daniela, 05/04/2009 @ 11:56

    Gostei da comparação do show com o restaurante, vou pensar nisso quando estiver a fim de ir em algum lugar caro. Quase não vou a shows, não por causa do preço, mas porque não gosto de multidão, de atrolho para chegar, entrar e sair. Se eu pudesse me teletransportar, seria ótimo!

    Acho muito bom você colocar os preços, às vezes a gente acha que é muito mais. Eu achava que o DOM era mais caro, tipo uns 500,00 per capita, por exemplo.

  • By Träsel, 05/04/2009 @ 12:23

    Daniela, não costumo ir a shows pelos mesmos motivos. Fui no do Radiohead porque era inevitável, foi a banda da minha juventude.

    Mas eu cheguei a essa comparação de tanto ter de explicar às pessoas como podia gastar mais de R$ 100 numa refeição. Outra boa comparação é com drogas. Sujeito gasta fácil R$ 100 em cocaína, ecstasy ou LSD, mas acha absurdo gastar o mesmo num jantar espetacular. Cada um com seus vícios.

  • By Priscilla, 22/04/2009 @ 14:49

    E fora o menu degustação, quanto custa em média um prato principal?
    Obrigada, Priscilla

  • By Träsel, 22/04/2009 @ 14:53

    Boa pergunta, Priscila. Até dei uma olhada, mas realmente não lembro.

  • By Marcelo Barros, 22/04/2009 @ 16:09

    Sei não, Träsel… não tive boas experiências com restaurantes que servem “um pinguinho de comida sem gordura em um prato enorme, enfeitado com algumas folhinhas coloridas e desenhos feitos com horríveis molhos insossos”¹.

    Aposto de que daqui a 50 anos os chefs do futuro olharão para a virada do milênio e acharão graça da grande palhaçada que era fazer sorvete com nitrogênio líquido, usar um feixe de laser para vaporizar uma fava de baunilha e aromatizar uma taça onde era servido o vinho ou fazer espuma de feijão.

    Ingredientes frescos e simplicidade ainda são o caminho.

    Abraços!

    __________
    1. Anthony Bourdain, em “Afinal, as receitas do Les Halles – Nova York. Histórias, táticas e técnicas”

  • By Träsel, 22/04/2009 @ 17:36

    Xará, aí é que está: o Atala não é um farsante que se esconde atrás de técnicas mirabolantes. Prova disso é o pudim de leite irretocável que ele serviu na sobremesa. Recomendo muito dar uma chance ao moço, para rever sua opinião a respeito da alta gastronomia.

    Aliás, hoje mesmo foi eleito o 24º melhor restaurante do mundo:

    RESTAURANT MAGAZINE DIVULGA NOVA LISTA COM OS 50 MELHORES
    RESTAURANTES DO MUNDO 2009 – D.O.M. DE ALEX ATALA OCUPA A 24° COLOCAÇÃO

    Pelo quarto ano consecutivo, o D.O.M., de Alex Atala, é o único
    restaurante sulamericano na lista entre os 50 melhores do mundo da
    principal publicação gastronômica

    Publicado anualmente pela revista Restaurant, desde 2002, o S.
    Pellegrino World’s 50 Best Restaurants é reconhecido em todo o mundo
    como o mais credível indicador dos melhores lugares para comer no
    globo terrestre.

    Em sua oitava edição, a Restaurant Magazine, de Londres, elege os 50
    melhores restaurantes do mundo e pelo quarto ano consecutivo, o
    D.O.M., do chef Alex Atala é o único brasileiro – e sulamericano
    citado na premiada lista compilada pela Nespresso World’s 50 Best
    Academy, que reúne jornalistas de gastronomia, críticos, editores e
    comentaristas de todo o mundo. Ao todo, foram 4185 votos de 837
    especialistas.

    Em sua primeira aparição – em 2006, Atala conquistou a 50º posição no
    ranking publicado pela Restaurant e no ano seguinte, o D.O.M. figurou
    no 38º lugar. No ano passado (2008), o restaurante brasileiro este na
    40ª posição. E este ano, o chef comemora o 24° lugar, subindo 16
    posições.

    “Mais um ano de premiação sedimenta a consistência do nosso trabalho.
    Assim como minha carreira ganhou repercussão a partir de espaços
    conquistados por chefs franceses que me antecederam eu espero abrir
    portas para as novas gerações brasileirasâ€, diz.

    No Brasil, o D.O.M. possui cotação máxima no Guia 4 Rodas e já ganhou
    prêmios como melhor cozinha contemporânea da capital paulista, pelas
    revistas Gula e Veja São Paulo, e melhor restaurante do ano, pela
    revista Prazeres da Mesa.

    Como é feita a eleição

    Para efeitos da compilação da lista, o mundo foi dividido em 26
    regiões cada um com uma cadeira regional que preside a um painel de
    juízes – juntos formam A Nespresso World’s 50 Best Academy. Mais
    representativo deste segmento, os EUA e Canadá agora compõem três
    regiões, ao invés de uma, enquanto no Sudeste Asiático, foi dividida
    em duas, norte e do sul. Em reconhecimento de sua maturidade, o Japão
    é uma região de seus próprios eleitores, enquanto a China e a Coréia
    formam uma nova região. O Brasil está na região América do Sul.

    Cada membro pode dar cinco votos, dos quais o máximo de três para
    restaurantes de sua própria região. Qualquer restaurante votado deve
    ter sido visitado nos últimos 18 meses, e ninguém tem permissão para
    votar em seu próprio restaurante.

    Sobre Alex Atala

    Criativo e irrequieto, Alex Atala é reconhecido, no Brasil e no
    exterior, por explorar, a partir de bases clássicas e técnicas atuais,
    as possibilidades gastronômicas dos ingredientes nacionais.

    Chef e proprietário do premiado restaurante D.O.M. – acrônimo de Deo
    Optimo Maximo, que significa “Deus é ótimo e máximo” – Atala é também
    o mais premiado chef brasileiro. Em seus nove anos de vida, o D.O.M.
    ganhou várias vezes o primeiro prêmio de publicações especializadas,
    nacionais e internacionais. A prestigiada Restaurant Magazine,
    publicação inglesa que todos os anos promove a eleição dos 50 melhores
    restaurantes do mundo – World’s 50 Best Restaurants, elege o chef
    desde 2006. Estar entre os eleitos da Restaurant Magazine

    é atualmente um dos maiores reconhecimentos que um chef de qualquer
    parte do globo pode ter.

    Na incansável busca de promover a gastronomia nacional, participa
    freqüentemente de eventos internacionais e ministra aulas ao redor do
    mundo, como Alimentaria e Madrid Fusión (Espanha), Identitá Golose –
    Congresso Italiano Di Cucina D’autore (Itália) e Bon Appètit (Estados
    Unidos).

    Atala também é um estudioso e, por isso mesmo, constantemente
    convidado para assinar colunas e artigos em revistas sobre esse
    assunto. Entre julho de 2004 e o primeiro semestre de 2006, o chef
    foi o apresentador do programa “Mesa pra Doisâ€, do canal a cabo GNT.
    Atualmente Atala é titular de uma coluna mensal na revista Prazeres da
    Mesa, da editora 4Capas, de São Paulo e comanda o programa boletim
    Tira Gosto Eldorado, na Rádio Eldorado.

    O chef divide todas estas experiências através dos seus livros. A
    produção como autor compreende Alex Atala – Por uma Gastronomia
    Brasileira (2003, Editora BEI), “Escoffianas Brasileirasâ€, escrito com
    a jornalista Carolina Chagas (2008, Editora Larousse) e Com Unhas,
    Dentes e Cuca – Prática Culinária e Papo-Cabeça ao Alcance de Todos
    (2008, Editora SENAC São Paulo) com o sociólogo Carlos Alberto Dória.

    O trabalho realizado no premiado do D.O.M. é a estrela máxima de
    Escoffianas Brasileiras. No livro dividido em 3 partes, Alex fala do
    aprendizado necessário a todo cozinheiro, explora o sonho de abrir um
    restaurante e da realidade de administrar um endereço gastronômico.
    Além disso, o livro traz 107 receitas criadas por Alex e servidas no
    D.O.M. (tanto na carta, quanto nos menus degustação da casa).

    Sua mais recente contribuição ao universo gastronômico é o restaurante
    Dalva e Dito, inaugurado em 2009, em São Paulo. Com o Dalva e Dito,
    Alex reforça a crença na gastronomia brasileira. O cardápio da casa é
    100% nacional e se aproveita das técnicas de alta gastronomia para
    tornar os pratos do nosso dia-a-dia ainda mais apetitosos.

  • By Nana, 06/08/2009 @ 13:32

    Será que com 400 reais, consigo ir ao D.O.M?
    (somos em duas pessoas)
    Vlw. Abraço!

  • By Träsel, 06/08/2009 @ 13:52

    Dá, sim, embora provavelmente seja melhor pedir os pratos em separado.

  • By Laurent, 17/08/2009 @ 13:58

    Adorei sua colocação sobre o preço sendo barato. Eu não poderia mais concordar. As vezes levo critica de pessoas que costuma ir para show de rock ou para o cassino. Simplesmente fico quieto e pensa de minha próxima aventura gastronômica. Ir para um bom restaurante é equivalente a comprar arte fina.

  • By ZÉ DOS SANTO DA SILVA, 15/09/2009 @ 15:17

    É eu paçei um dia neçe D.O m (cumé qi iscrevi?)ma us seguranssá nao mi deixaru nem ve…perfiro i nu bar du nego aqui nu griceriu. pago 2,99 co o suco di pó. Cum 500 real alimentu todus meus 5 fio inté o fim du anu. Seu bandu di preiboi. tenhu qi cata papéu 6 meis pa paga issu. ACHU INGRAÇADU OCEIS PAGA 300 CONTU PRA CUME ENCUANTU 60 PUCENTU DU BRASIL PASSA FOME…

  • By Jota A., 07/01/2010 @ 15:07

    @ZÉ DOS SANTO DA SILVA, por conta que o 60% passam fome, eu não devo comer bem? Não vejo sentido nisso. Se fosse assim, boa parte do mundo não tem acesso a casa, educação, esgoto, computador e internet, e você vem aqui gastar seu tempo comentando um post num site de gastronomia? Funny world…

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  2. O feijão do Alex Atala | Garfada - Onívoros, uni-vos! — 24/08/2009 @ 11:09

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