Category: junk food

Joe’s

Joe'sUm dos melhores milk shakes de Porto Alegre está na tradicional lancheria Joe’s. O outro estava no Rib’s, que ocupava o quadrante oposto da Praça Júlio de Castilhos, no bairro Moinhos de Vento, mas lamentavelmente fechou há alguns anos — e reencarnou no The Best Food. Além da geografia e do milkshake, as duas lancherias também têm um ponto em comum na mostarda exclusiva. A do Joe’s é feita no próprio estabelecimento e vence com folga a do Rib’s — produzida pelo Oderich — em termos de sabor. Os sanduíches do Rib’s, por outro lado, eram melhores.

A grande pedida no Joe’s são mesmo os sorvetes. É dos poucos lugares a ainda servirem sundaes, taças colegiais e bananas split em Porto Alegre. Os bufês de sorvete e sua profusão barroca de coberturas mataram a fina arte de montar um belo sundae com calda, sorvete, chantilly, castanha de caju moída e um cereja no topo. Lamentável.

Milkshake do Joe'sO sabor do milk shake de chocolate puxa um pouco para o bombom Alpino, da Nestlé — acredito que eles usem a versão sorvete do próprio. Se você pedir o menor, vem numa taça clássica (R$ 6,50). Os tamanhos médio e grande vêm em hediondos copos de plástico, portanto peça o menor e deguste no balcão de aço inox dos anos 1960.

O x-salada (R$ 7) não é o melhor da capital, mas certamente não deixa a desejar. Os ingredientes são frescos e os chapistas sabem montá-los com perfeição. Eles usam, creio, maionese com limão, o que dá um gostinho especial. Além disso, a mostarda feita em casa é excelente, então recomendo muito temperar o sanduíche com ela. É pena que o Joe’s não sirva batatas fritas para acompanhar, seria perfeito.

JOE’S
Rua Ramiro Barcelos, 1097 – Mapa
51 3311-9467

Empada no Prato

Outro dia, minha mãe ganhou de uma amiga e me deixou meia dúzia de empadas do Empada no Prato. Não conhecia essa fábrica e fiquei surpreso: são muito boas.

A massa podre é bem fina e o recheio é farto. Na empada de camarão, os crustáceos não apenas são visíveis a olho nu, como são grandes o suficiente para ser sentidos na mordida. Há também uma empada doce de maçã com passas, quase uma tortinha.

As empadas estão disponíveis em alguns cafés de Porto Alegre, mas o pessoal também aceita encomendas e entrega em casa. Fale com o Carlos Eugênio no telefone 51 9956-8983.

Mistura fina

A criatividade do brasileiro para misturas culinárias inusitadas não tem limites. Após a pizza de sushi, trazemos dois novos exemplos do brilhantismo gastronômico brasileiro. Afinal, se dois ingredientes são bons isoladamente, juntos eles tem de ser quatro vezes melhores, não?

Pizza de tapioca

O volante da Pizzoca, de Joinville, é cortesia do escritor Michel Laub.

X-Polenta

Já essa foto do X-Polenta foi feita pela jornalista Marcela Duarte, em Xanxerê.

Ritz

Ritz burgerO Cardoso vive elogiando o Ritz, um restaurante de comida de boteco chique com duas lojas nos jardins paulistanos. O carro chefe da casa são os hambúrgueres em suas diversas apresentações — ou “burgers”, como preferem os paulistas. Confesso que a perspectiva de pagar entre R$ 20 e R$ 30 por um sanduíche não era lá muito animadora, mas como além do Cardoso o Renato Parada e o Daniel Galera são fãs dos burgers, considerei ser meu dever como repórter gastronômico experimentá-los.

Pois eles têm razão! Os hambúrgueres desse tipo de estabelecimento estão em um nível muito acima do xis nosso de cada dia. De fato, não podem ser considerados meros lanches, mas comida séria. Percebe-se no Ritz o mesmo cuidado com os ingredientes e no preparo e apresentação dos pratos que se percebe nos bons restaurantes. A carne moída é de qualidade e o hambúrguer — feito à mão, é claro — não vem completamente carbonizado, mas num ponto um tanto rosado. O pão é fresco, assim como a salada. Há ketchup, mostarda e pimenta de boa procedência para temperar a comida.

Pedi um Ritz Burger acompanhado de anéis de cebola e bolinhos de arroz (R$ 32). O sanduíche tem no recheio pancetta, salada e maionese, além da opção de queijo cheddar ou gorgonzola — fui de cheddar. Os bolinhos de arroz podem servir como modelo para cozinheiros Brasil afora e os anéis de cebola são bons, mas nada espetacular. Provei ainda o burger com gorgonzola que a Tati pediu e achei a combinação excelente, ao contrário do que a intuição insinuou.

No fim das contas, o prato é imenso e mais do que satisfaz, o que significa que pagar entre R$ 20 e R$ 30 é razoável. Só é bom chegar cedo, se não quiser pegar uma fila imensa.

RITZ
Alameda Franca, 1088 – Mapa
11 3088-6808

Decepção no Burger King

Não sou muito chegado em fast-food. Considero a maior parte insípida o suficiente para não valer a pena sobrecarregar o corpo de gordura e carboidratos. A única grande rede cujos hambúrgueres me agradam é o Burger King, porque têm sabor marcante. Porém, no sábado em torno das 14h30 pedi um Whooper na loja do shopping Iguatemi de Porto Alegre e estava tão ruim que verifiquei a embalagem, para ver se não tinha comprado por engano um Big Mac. O sanduíche veio afogado em maionese e a carne estava meramente cozida, não levemente queimada como costuma ser. Parece que de fato o segredo do BK é o fato de a carne ser bem gralhada, emprestando um gostinho de churrasco à comida. Enfim, só resta esperar que tenha sido um problema passageiro com um chapista novo ou algo assim, não um relaxamento permanente com a qualidade.

Restaurantes Assustadores pelo Mundo

O Cracked publicou uma lista dos Oito restaurantes mais assustadores do mundo. Alguns já foram discutidos neste blog, e tenho medo de perguntar qual soa mais atraente aos leitores.

O Wendy’s está vindo para o Brasil

Não é fast food, é Wendy’s. Ou será, pelo menos.

[Obrigado, Bruno]

Musashi afiaria sua lâmina no pescoço dessa gente

pizza%2Bde%2Bsushi.JPG

Os seus olhos não lhe enganam, caro leitor. O alimento abjeto na foto acima é de fato uma pizza de sushi. Conforme o blog Capsaicina, é servida na Pizzaria do Lago, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. O Japão já entrou em guerra contra outras nações por desonras menores do que essa.

Convido os leitores a declarar no espaço de comentários abaixo qual foi a combinação mais bizarra que já encontraram em cima de uma pizza ou dentro de um sushi. No meu caso, voto na pizza de batata palha de um rodízio em Imbé-RS e no sushi de coco com chocolate que se encontra em alguns restaurantes da cidade.

Hambúrguer de avestruz

Falando em junk food, esses dias provei um lanche feito com hambúrguer de avestruz do frigorífico Alimenta, que lamentavelmente não vende seus produtos no Sul. É uma carne com sabor muito mais marcante do que o dos hambúrgueres bovinos. Lembra um pouco carne de ovelha — ou os atendentes da lanchonete erraram o pedido e me prepararam um hambúrguer de cordeiro, que também estava no cardápio. Como nunca comi avestruz, exceto na forma de pastrami, é impossível ter certeza.

Parece que no Sudeste há alguns estabelecimentos vendendo esses lanches com hambúrguer avestruz, cordeiro, picanha ou bisteca. Vale dar uma procurada. Evidentemente, é bem mais caro do que um lanche normal, cerca de R$ 9.

Cheeseburger enlatado

Uma empresa alemã especializada em alimentos para trilheiros e campistas desenvolveu um cheeseburger em lata.

Isso lembra aqueles desenhos animados dos anos 80, em que o personagem viajava pelo espaço e, na hora das refeições, espremia uma mesa de jantar completa, com direito a velas, de uma bisnaga.

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