O artesanal vira tendência

O New York Times traz uma reportagem mostrando que cada vez mais jovens habitantes do Brooklyn, bairro da capital mundial, estão ignorando as guitarras e baterias e adotando as panelas e facas como sonho de carreira. Não apenas isso, mas o movimento se distingue por seguir os preceitos do Slow Food, privilegiando os sabores e produtos locais e na medida do possível evitando os processos industriais.

Não é algo lá muito novo, especialmente para quem já foi à Europa alguma vez. Lá na verdade os produtos locais nunca foram totalmente abandonados em favor da industrialização da comida. Não à toa, a Itália é o berço do Slow Food. Por outro lado, o fato de nova-iorquinos estarem se interessando por essa relação com a comida significa que em breve essa relação se tornará tendência mundial.

Uma atitude diferente eles têm: muitos dos produtores trocam alimentos e habilidades entre si, em vez de vender uns para os outros. Há toda uma cultura de colaboração entre esse pessoal. Por exemplo, os produtores de chocolate acabaram incentivando o cervejeiro a criar uma cerveja com chocolate, assim como o cuteleiro está aprendendo como se destrincha um porco para produzir uma faca de açougueiro. A Sabrina, que indicou a reportagem, comentou que “os hipsters estão cada vez mais se parecendo e agindo como amishes“.

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