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Suco Bom Bom

Bom Bom

A quem mora ou está em visita a São Paulo, recomendo fortemente passar na Liberdade e comprar uma caixa de suco Bom Bom. Não sei de onde tiraram esse apelido, pois não está escrito “Bom Bom” em lugar algum da latinha, mas é assim que chamam.

Trata-se de um suco de uva coreano com pedaços de fruta. Pode parecer estranho, mas bem gelado é uma delícia.

Chi Fu

Chi FuA comida vendida como chinesa na maioria dos restaurantes sino-brasileiros (ref. porco agridoce) muito pouco tem a ver com a alimentação tradicional asiática. Em São Paulo há poucas semanas, fui levado pelo MODERADOR (att. Pós-Chernobyl) ao restaurante Chi Fu, num prédio defronte à Praça Carlos Gomes. A experiência arruinou a comida chinesa completamente para o resto de minha vida.

Tenha em mente que o Chi Fu não é um restaurante para quem gosta de bom atendimento. As garçonetes parecem todas ter sido trazidas da China em contêineres pela família proprietária, aparentemente os únicos no local a falar português com alguma fluência. São demoradas e ignoram completamente a sua presença — a não ser que você seja versado em mandarim ou ao menos tenha a aparência física do extremo oriente. As mesas são enormes, redondas e geralmente estão tomadas por famílias chinesas imensas. Conseguir uma não é fácil. Ficar sozinho é impossível; caso falte lugar, certamente algum chinês será acomodado à sua mesa.

Não apenas as mesas e as famílias chinesas são enormes. Tudo é hiperbólico no Chi Fu. Há panéis e lustres dourados para todo lado, refletindo a luz em tantos pontos simultaneamente que fazem o cliente temer um ataque epilético. O suco de laranja é servido apenas em jarras de dois litros. Aliás, delicioso suco, feito com laranjas extremamente doces. Um prato é suficiente para duas pessoas, talvez três, e custa em média R$ 30. O cardápio tem centenas de opções, muitas delas indecifráveis pela má transcrição da escrita ideográfica para a alfabética. Há ingredientes inusitados, como pepino do mar (R$ 180, o prato mais caro do Chi Fu). Há preparações comuns, como yakisoba. Tudo é bom.

Chi FuO moderador e eu pedimos como entrada mariscos ao molho “tao si” (não encontrei em buscas na Web; só posso supor que seja dashi mal escrito). Recebemos o prato de mexilhões da foto, que infelizmente não faz justiça: foi o melhor prato de mexilhões da minha vida. Sério. Nunca encontrei esses moluscos tão bem executados. O ponto estava perfeito. Comer os mexilhões com cebolinha e pasta de feijão preto fermentado é transcedental.

O prato principal foi um yakisoba de frutos do mar. Pudemos identificar lulas, camarões e kani em meio aos legumes e macarrão. Ao contrário dos yakisobas servidos por aí, havia muito pouco molho de soja e ainda menos maizena para espessar — mas bastante gordura. De novo, jamais encontrei uma execução tão perfeita dessa preparação em restaurantes chineses brasileiros. O macarrão não dominava a receita, deixando espaço para os legumes crocantes. Um detalhe pitoresco é o fato de não haver pratos no Chi Fu. Você recebe uma cumbuca fofinha e hashi e vai servindo-se das travessas aos poucos.

Ao final da refeição, a casa oferece uma travessa de melancia como cortesia. Quer dizer, acho eu que seja cortesia. Não soube ler os ideogramas da conta.

CHI FU
Pra̤a Carlos Gomes, 200 РMapa
11 3112-1698

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