Nova Corja é processada mais uma vez

A Nova Corja está respondendo a um novo processo por injúria e difamação. Desta feita, o reclamante é o jornalista Felipe Vieira, âncora da BandRS. Reproduzo abaixo o texto que a Corja está divulgando por correio eletrônico:

Depois dos processos cível e criminal movidos pelo jornalista e
advogado Polibio Braga contra Walter Valdevino, ex-integrante da Nova Corja, e da liminar movida pelo Banrisul contra o blog A Nova Corja, agora é a vez do jornalista e âncora da Band RS, Felipe Vieira, entrar com ação criminal contra Rodrigo Oliveira Alvares, Leandro Demori, Walter Valdevino Oliveira Silva, Mário Camera e Jones Rossi, todos integrantes ou ex-integrantes do A Nova Corja.

Como o blog acredita que a transparência total e irrestrita é o primeiro passo para a consolidação de relações mais éticas no Brasil, enviamos link da página criada exclusivamente para acompanhar as movimentações processuais.

Um abraço
A Nova Corja

Falo apenas por mim mesmo quando digo que esse negócio de jornalista processar jornalista é coisa de maricas.

Todo cidadão tem direito a processar um jornalista pelo qual se sinta difamado, caluniado ou injuriado. Jornalistas, por outro lado, têm à sua disposição tanto a habilidade quanto os meios para investigar um desafeto e expor todos os seus podres ao mundo como forma de retribuição. Embora tenham tanto direito a processar outros jornalistas quanto qualquer cidadão, arrastar o nome dos acusadores na lama parece uma atitude dotada de maior hombridade.

Quero crer que os Felipes e Políbios da vida também pensam assim, mas se deparam com o fato de que nenhum integrante da Corja deve nada a ninguém e ficam sem alternativa, senão recair na mais abjeta pusilanimidade.

10 ideias sobre “Nova Corja é processada mais uma vez

  1. zanatta

    provavelmente é apenas mais um querendo o seu nome citado em tudo que é blog que a partir de agora vai fazer posts e falar do tal Felipe que está processando um blog que, de saída, tem um caráter questionador.

    não vai levar o processo, mas seu nome provavelmente vai dar o ritmo em acaloradas discussões…

  2. rhô

    Gente, o que faz a NECESSIDADE de mídia… decerto andam voando baixo, bem baixo…

  3. Diego

    rhô e zanatta: sobre querer mídia vcs devem se referir ao nova corja, pq só um demente vai achar que políbio ou vieira esperem ter mais “mídia” com um (vá lá) “debate” que só vai alcançar os leitores deste blog e do NC.

    trasel: acho um grande bobagem mesmo os dois darem trela, e jornalista, dado o estado lamentável que virou seu meio e sua profissão, tem mais é que se fuder mesmo. mas não me parece nada honrável e sim pura canalhice “arrastar o nome do outro pra lama”. a pretexto de contratacar, sugeres usar do mesmo jogo sujo, é isso?

    ou talvez vc pense como eu e ache que um mereça o outro e que todos têm que morrer afogados no mar de merda onde foi parar a prática jornalística contemporânea.

  4. Diego

    sem falar que é tremendamente mau-caráter deixar exposto o endereço do vieira enquanto eles acham por bem apagar os seus do pdf da ação.

  5. Träsel Autor do post

    Na verdade, como o último parágrafo deixa explícito, a idéia é investigar a vida do outro e expor quaisquer sujeiras que existam. Como um bom repórter. Ou então, responder com argumentos sólidos que pulverizem as difamações, calúnias e injúrias, deixando o acusador humilhado.

    Enfim, um duelo jornalístico.

  6. Diego

    não vejo qual o valor “jornalístico” de um duelo que não interessa a ninguém. nada da vida pessoal nem do felipe vieira, nem dos corjas, tem a menor relevância.

    espero sinceramente, porque acho interessante, que o NC consiga provar ou desenvolver de forma consistente sua tese de que é antiético aceitar propaganda oficial em blog de jornalista. e isso deveria servir então pra um jornal: ZH, folha ou estadão estariam automaticamente sob suspeita tendo em vista o peso destes anúncios em suas receitas? conseqüentemente estaria provado que o jornalismo no brasil é pura peleguice, que não se presta a questionar nada de verdade, muito menos investigar, e se resumiria a entretenimento. e nem pra isso sobra muita qualidade, já que qualquer mané escreve sobre o que não entende só pra cobrir pautas. what a waste of time ler jornais e revistas nacionais.

  7. Träsel Autor do post

    Valor jornalístico nenhum em trocas de farpas dessa natureza, mas o valor masculino é alto. :-)

    No mais, aceitar propaganda oficial não é antiético, a não ser que o jornalista deixe de criticar o anunciante ou expor certos fatos relevantes de que tem conhecimento — o que, só para deixar claro, não considero ser o caso de nenhum dos jornalistas-blogueiros gaúchos.

    O que considero estranho é o governo torrar dinheiro em sites em relevância alguma em termos de audiência.

  8. diego

    o que não acho muito másculo é xingar alguém e, depois que o cara parte pra briga (como adulto, não com baixaria), sair dizendo “bichinha, bichinha”… :)

  9. Rodrigo

    “Espero sinceramente, porque acho interessante, que o NC consiga provar ou desenvolver de forma consistente sua tese de que é antiético aceitar propaganda oficial em blog de jornalista.”

    Que engraçado. Resumiu a imprensa brasileira, mas esqueceu que o A Nova Corja nunca fez parte dela. A imprensa faz parte dele. Se queriam provas, temos aqui uma peça do TCE-RS: https://portal.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/noticias_internet/Decisoes/PMCanoas.pdf

    “Não há como identificar a intenção de fornecer acesso facilitado ao sítio da Prefeitura Municipal de Canoas por meio dos banners veiculados nos sítios privados de Felipe Vieira, Ricardo Orlandini, Rogério Mendelski, Érico Valduga, Diego Casagrande e Fernando Albrecht. Não há prova de que os referidos banners possuíam o adequado
    meio eletrônico de acesso, inexistindo qualquer formalização dessa propriedade técnica”.”

    A SICM rechaça a justificativa apresentada, porquanto a matéria publicada pelo jornalista Políbio Braga (fl. 114) caracteriza a indevida promoção pessoal do agente político, custeada com recursos públicos, em ratificação à análise efetuada no item precedente, evidenciando a necessidade de ressarcimento de R$ 3.500,00 ao Erário.

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